Preocupação ainda com situação fiscal, mas temos exterior positivo no dia de hoje.

O Ibovespa não deu vida fácil para os investidores nesta quarta-feira. Descolando do cenário positivo observado no exterior, a preocupação com o cenário fiscal do país pesou e o principal índice da bolsa brasileira recuou 0,09%- o índice chegou a avançar 0,8% na máxima do dia.

O dólar também passou o dia sob pressão e ao fim da sessão avançou 0,53%, a R$ 5,62 no spot.

Os agentes financeiros locais observam com desconfiança a situação das contas públicas do país em meio ao aumento de gastos para conter a pandemia do coronavírus.

Ontem, o governo correu para desmentir uma notícia da revista Veja, que dizia que o estava em estudo estender o auxílio emergencial até metade de 2021. Mesmo com a negativa do ministro Paulo Guedes, o rumor aumentou a percepção de incerteza dos investidores, que não tiveram força para retomar a alta vista no início do dia. O mercado local espera agora uma medida mais concreta de que o governo realmente irá respeitar o teto de gastos e controlar a situação.

Seguimos de olho em Brasília, nós investidores devemos seguir observando as negociações em Brasília e tudo o que pode mexer com o quadro fiscal brasileiro.

Responsável por parte da cautela ontem no nosso cenário doméstico, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa novamente de evento com profissionais do mercado.

O cenário doméstico também deve reagir aos atritos políticos entre membros do Centrão, que tem impedido que a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO) seja realizada na Câmara. O impasse faz com que as discussões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 fiquem estagnadas, piorando o cenário para o governo.

Enquanto no Brasil a preocupação com o Orçamento e a saúde fiscal do país ficam em evidência e são gatilho para a cautela dos investidores, lá fora é Donald Trump que dá as cartas


Depois de derrubar as bolsas globais na terça-feira, ao anunciar a suspensão da negociação do pacote de estímulo fiscal trilionário que era discutido no Congresso, o presidente americano reanimou os mercados ontem ao voltar atrás (pelo menos em parte) da medida.

Trump recorreu mais uma vez ao Twitter para anunciar que estava pronto para apoiar medidas de socorro ao setor aéreo. Com a sinalização de novos estímulos, considerados essenciais para a recuperação econômica da maior economia do mundo, o mercado engrenou em um novo movimento de recuperação. A ata da última reunião do Federal Reserve, que mostrou desconforto com a falta de novos estímulos, também é bem recebida.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fecharam em alta - com exceção de Hong Kong. Na China, os negócios estão parados para a celebração do feriado do Dia Nacional e só devem ser retomados na semana que vem.


Os investidores europeus pegam carona no sinal positivo dos índices futuros em Nova York e também operam no azul nesta manhã, já que não conseguiram aproveitar o movimento de recuperação ontem. Na região, os agentes financeiros aguardam a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), de olho na sinalização de mais estímulos econômicos e as projeções para a inflação do bloco.


Agenda de hoje o destaque do dia fica com os números do varejo brasileiro em agosto (9h). A previsão dos analistas é que o varejo restrito tenha alta de 3,2% na margem.

Os leilões de LTN, NTN-F e LFT (11h) feitos pelo Tesouro podem mexer com a curva de juros.

Na Europa, os investidores aguardam a sinalização de novos estímulos monetários na ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (8h30). Nos Estados Unidos, é dia de conhecer o número de pedidos de auxílio-desemprego da semana anterior (9h30).



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