Expectativa com a reforma administrativa, exterior operando de forma mista.

Notícias de que o governo finalmente encaminharia a reforma administrativa animou os investidores brasileiros nos últimos dias. Agora chegou o momento de descobrir se o teor da proposta irá agradar o mercado. Nesta quinta-feira, às 10 horas, a equipe econômica irá apresentar o projeto que busca enxugar a máquina pública.

Lá fora, o clima dos mercados é misto, com os investidores analisando o ritmo de recuperação econômica pós-covid. Nos Estados Unidos, após novos recordes nas bolsas, a agenda de divulgações - com o PMI composto e números de pedidos do auxílio-desemprego - pode pesar nos negócios.

Nesta quarta, o Ibovespa até abriu em alta, mas o que prevaleceu durante o dia foi o sinal negativo, com os investidores liderando um movimento de realização dos lucros recentes - na contramão da alta das bolsas americanas.

O principal índice da bolsa brasileira teve queda de 0,25%, aos pontos.

Os investidores, no entanto, seguem confiantes nos sinais recentes que mostram que o governo seguirá com a agenda de reformas e que existe um compromisso com a situação fiscal do país.

O dólar fechou o dia em queda de 0,51%, a R$ 5,3575 no spot


Temo ainda a reforma administrativa é uma das reformas que deve pautar o noticiário político nos próximos meses. Prometida desde o começo do mandato de Jair Bolsonaro - e barrada pelo presidente no ano passado -, a proposta do governo será entregue nesta quinta-feira ao Congresso.

A expectativa é que a reforma administrativa enxugue a máquina pública, o que deve ter impacto positivo nos próximos anos. O tema tem grande peso neste momento, já que o crescimento dos gastos públicos em resposta à pandemia preocupa. A equipe econômica apresentará os detalhes às 10h.


Mercado segue misto no dia de hoje mesmo com os novos recordes em Wall Street, as bolsas asiáticas fecharam a última sessão sem uma direção definida.

No radar dos investidores ficou o índice de gerente de compras (PMI) de serviços da China. O índice caiu de 54,1 em julho para 54 em agosto. O número mostra uma tendência de estabilização do setor.

Na Europa, onde as principais praças operam no positivo os indicadores econômicos divulgados nesta manhã tiveram dois efeitos antagônicos nos investidores.

O PMI composto da zona do euro foi de 54,9 em julho para 51,9 em agosto - mesmo com o recuo, o número superou a primeira leitura e animou os investidores. Na Alemanha, o PMI composto também recuou, mas ficou acima da leitura inicial.

No Reino Unido, embora o índice tenha apresentado avanço, o número ficou abaixo das expectativas. O que também decepcionou os investidores foi as vendas no varejo em julho - uma queda de 1,3% de junho para julho. A expectativa era de alta de 1,2%.

Após a sequência de recordes dos últimos dias, os índices futuros em Nova York operam em leve baixa nesta manhã.


Na agenda de hoje a sequência de divulgação dos PMIs segue. Hoje é dia de conhecer também o índice do Brasil (10h) e dos Estados Unidos (10h45). Pela manhã temos também a divulgação da produção industrial de julho (9h).

Lá fora, além do PMI americano, também temos o número de novos pedidos de auxílio desemprego (9h30).




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