Empresa Moderna da esperança e otimismo ao mercado com vacina contra covid-19

A possibilidade de que uma vacina contra o coronavírus surja nos próximos meses continua refletindo nos mercados nesta quarta-feira. Mesmo com o avanço dos números de casos nos Estados Unidos - o que pode levar a uma retomada econômica mais lenta -, os investidores seguem apostando nas novidades positivas para manter o bom humor do mercado. Entre os fatores que ainda inspiram cautela, também temos uma escalada nas tensões entre Estados Unidos e China.

Na agenda, destaque para a divulgação dos balanços corporativos, números da produção industrial e o Livro Bege nos Estados Unidos. No Brasil, o governo divulgará novas projeções econômicas para o PIB e inflação, o que deve recalibrar as apostas para a Selic na próxima reunião do Copom.


Embora a terça-feira, tenha começado no campo negativo para as bolsas globais, ao fim do dia foi o otimismo que prevaleceu.

O Ibovespa fechou a sessão com uma alta de 1,77% e as ishares fecharam emu ma alta de 2,57%. O dólar acompanhou a tendência global de alívio e caiu 0,73%, aos R$ 5,3490.

Mesmo com os novos casos de coronavírus fora de controle nos Estados Unidos, os investidores preferiram refletir os dados acima do esperado da balança comercial chinesa. Com a demanda mais aquecida, a expectativa é que o país asiático consuma mais commodities, o que puxou par acima as ações da Vale e Petrobras. Por terem grande peso dentro do Ibovespa, o movimento se refletiu no resultado positivo da bolsa brasileira ontem.


Temos um otimismo com o avanço do tratamento e vacinas surgindo, com isso os investidores vem comemorando, mas ao mesmo tempo o mundo tem a preocupação com o crescimento do número de casos de infectados nos Estados unidos, com uma notícia da empresa Moderna que diz ter conseguido produzir anticorpos em todos os seus pacientes testados isso deu uma confiança a mais para os investidores hoje.

Ainda existem diversos fatores negativos que também pressionam os negócios. As tensões entre Estados Unidos e China seguem escalando. O presidente Donald Trump assinou uma legislação para impor sanções a autoridades e entidades chinesas, como forma de retaliação pela nova lei de segurança nacional em Hong Kong. O presidente americano também revogou o tratamento especial que os EUA concediam à ex-colônia britânica. O esperado é que a China revide.


Ainda na Ásia, o Banco Central japonês decidiu manter a sua política monetária inalterada, mas mostrou sinais de pessimismo com a recuperação. Agora, a projeção para a queda do PIB está entre 4,5% e 5,7% contra a queda de 3% a 5% estimada anteriormente.

Os sinais mistos fizeram com que as bolsas asiáticas fechassem sem direção única. Na Europa, a preocupação com a 2ª onda do coronavírus se dissipa com as notícias em torno da vacina da Moderna. Os índices futuros em Nova York também operam no positivo.


Agenda de hoje O mercado de commodities deve continuar aquecido hoje, com divulgações importantes que podem mexer com o setor.

Nesta quarta-feira a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) terá uma reunião para discutir novos cortes a produção de petróleo. Mais tarde, números do PIB chinês devem trazer um retrato da retomada econômica no país asiático.

Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, a ata da última reunião. Teremos também a divulgação da produção industrial de junho 10:15.

No Brasil, destaque para as novas projeções de indicadores macroeconômicos feitos pelo ministério da Economia 10:30 - com estimativas para o PIB e inflação.



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