Cautela no mercado, será possível uma segunda onda do vírus?

Notícia de sucesso das vacinas da Pfizer e da Moderna contra o coronavírus alimentam as esperanças de que, no longo prazo, uma solução definitiva contra a pandemia esteja disponível. Cada novidade conta, mas o olhar dos investidores está mais voltado para o curto prazo nesta terça-feira e nesta janela de tempo, as notícias não são tão animadoras.


A Europa voltou a sofrer com medidas restritivas para tentar conter o avanço da segunda onda do coronavírus, o que deve resultar em um novo recuo da economia local. O sonho da recuperação em 'V' é um cenário cada vez mais improvável e a situação azeda o humor dos investidores, que optam pela aversão ao risco. Nos Estados Unidos, o número de internações também bateu novos recordes e, assim como no Velho Continente, o mercado adota uma postura mais cautelosa.

Se hoje as notícias em torno das vacinas não empolga, é porque ontem elas foram o principal motor das bolsas globais.

Depois da Pfizer na semana passada, ontem foi a vez da Moderna anunciar que os resultados dos seus testes de fase 3 indicam uma eficácia de 94,5% do seu imunizante experimental e levou o Ibovespa de volta aos patamares pré-pandemia - maior nível em 8 meses.


O índice do brasil subiu 1,63% A onda de boas notícias também enfraquece o dólar. A moeda americana terminou a segunda-feira em queda de 0,7%, aos R$ 5,4375 no spot.

Hoje, no entanto, o cenário das bolsas globais passa longe da euforia. Vacinas são boas notícias, mas não devem estar disponíveis para grande parte da população por um bom tempo.

Enquanto isso, na Europa e nos Estados Unidos, os governos voltam a adotar medidas cada vez mais rígidas de isolamento social para conter o avanço rápido da segunda onda do coronavírus. A economia, que começava a mostrar sinais de recuperação, deve fazer um novo mergulho, aprofundando a crise econômica e minando o apetite por risco dos agentes financeiros.

Durante a madrugada, as bolsas asiáticas reagiram de forma contida às notícias da vacina da Moderna e fecharam sem uma direção única.

Agora pela manhã, a cautela predomina no mercado, com as principais praças europeias no vermelho e os índices futuros em Wall Street indicando uma sessão negativa.


Na agenda de hoje temos A cautela no exterior deve pesar sobre o Ibovespa, onde os investidores podem optar por realizar parte dos lucros das últimas sessões. A agenda do dia não reserva fortes emoções que possam abalar o cenário.

No entanto, o mercado aguarda a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento da Febraban (9h30). Nos Estados Unidos, o presidente do Fed, Jerome Powell, também é aguardado (15h).

No campo das divulgações econômicas, destaque para as vendas no varejo de outubro nos Estados Unidos (10h30) e o índice de produção industrial (11h15).




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