Calote no país e debate nos Estados Unidos.

Ontem tivemos a proposta do governo de financiar o programa social que é conhecido como Renda Cidadã, com recursos hoje carimbados para o pagamento de precatórios (valores devidos após sentença definitiva na Justiça) e o Fundeb está sendo vista como uma "pedalada fiscal" por apenas adiar dívidas já consideradas líquidas e certas e ainda driblar o teto de gastos, que limita o avanço das despesas à inflação.

O anúncio, feito após reunião do presidente Jair Bolsonaro, ministros e lideranças no Palácio da Alvorada, acentuou a desconfiança do mercado financeiro sobre o compromisso do governo com o controle das contas públicas.

A divulgação da proposta, que não trouxe nenhum corte efetivo de outras despesas no Orçamento, azedou o mercado por aqui e resultou na disparada do dólar (alta de 1,44% fechando a R$ 5,63) e dos juros futuros, além de a Bolsa ter despencado (queda de 2,41%).

Essa preocupação com a situação fiscal no Brasil voltou a pesar no mercado e hoje não é só isso que traz cautela para o mercado no dia de hoje, temos os mercados internacionais operando no vermelho e aguardam a espera do primeiro debate entre Trump e Joe Biden. Faltando pouco mais de um mês para a eleição presidencial americana, o mercado observa de perto o primeiro debate entre os dois principais candidatos ao cargo mais importante do mundo - o presidente Donald Trump e o ex-vice-presidente Joe Biden. No país, a discussão em torno de um novo pacote fiscal também segue nos holofotes. Diante de tantos pontos de cautela, a maioria dos pregões europeus operam no vermelho. Em Wall Street, os índices futuros seguem a mesma tendência, no aguardo de maiores novidades.

Outro ponto de tensão tem origem no velho continente. A União Europeia e o governo britânico começam mais uma rodada decisiva de negociações para discutir termos da saída do Reino Unido do bloco, movimento conhecido como Brexit.

Aqui não é apenas o novo programa social que está sendo o foco de tensão em Brasília. Ruídos sobre a reforma tributária também têm inspirado cautela.

Nesta segunda-feira (28), o líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR) afirmou que ainda não existe um acordo sobre a reforma tributária, o que deve atrasar ainda mais a apreciação da pauta. A tentativa de criar um imposto de transações financeiras, no estilo da antiga CPMF, também é ponto de desgasta para o assunto.

O cronograma inicial indicava votação no próximo dia 7 de outubro, mas a data deve ser adiada.

Na tarde de ontem, esperanças com o avanço de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos e a recuperação do setor bancário sustentaram o movimento de alta observado em Wall Street .

Durante a madrugada, as bolsas asiáticas fecharam em alta, mas com ganhos menos expressivos. Além da preocupação com a retomada de medidas de isolamento social na Europa, cenário que parece cada vez mais provável, os agentes financeiros também repercutem a marca de 1 milhão de mortos pela covid-19 pelo mundo - um risco para a recuperação da atividade econômica e a demanda futura.

Na agenda de hoje temos No Brasil, o IGP-M de setembro 8:00 é um dos destaques. O índice conhecido como a 'inflação do aluguel' tem mostrado grande aceleração nos últimos meses.

Além disso, o mercado também monitora o resultado primário do Governo Central de agosto 14:00

Nos Estados Unidos, destaque para o índice de confiança do consumidor de setembro 11:00 e o debate presidencial americano 22:00.



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