07/07 Depois da euforia veem a incerteza.

Bom dia,


Depois de um dia em que os mercados globais foram embalados pela esperança em uma recuperação rápida, a terça-feira começa em um tom mais cauteloso. Com os investidores absorvendo as incertezas que podem prejudicar a tão sonhada recuperação em V.

Nos Estados Unidos, o avanço do coronavírus pode ser um obstáculo para a retomada da economia, já que novas medidas de isolamento estão sendo adotadas nos estados mais afetados. Na Europa, cortes na projeção de crescimento da União Europeia e dados fracos da produção industrial alemã também ameaçam as expectativas de recuperação.


Temos esperanças, A leitura de que o governo chinês pretende continuar estimulando o mercado financeiro e de que a economia global caminha para uma 'recuperação em V' sustentou a alta das bolsas globais nesta segunda-feira.

Com o clima de otimismo visto no exterior e sem maiores novidades por aqui, o Ibovespa seguiu o mesmo caminho e encerrou o dia com forte alta de 2,24 e as ishares 3,19%.

Mesmo com o apetite para risco em escala global, os investidores também seguem procurando refúgio no dólar, já que ainda falamos de tempos incertos. A moeda americana terminou o dia em alta de 0,61%, a R$ 5,3413.


Hoje temos um dia possivelmente diferente de ontem, se ontem as fortes altas prevaleceram no mercado, hoje o clima é totalmente diferente. A euforia com a recuperação econômica deu lugar às incertezas.

As bolsas chinesas seguiram ampliando os ganhos vistos no dia anterior, mas no restante do continente a cautela ditou o tom.

Em primeiro plano está a preocupação com os novos casos de coronavírus nos Estados Unidos. A situação da doença no país pode ser um obstáculo para a tão sonhada recuperação em V, já que novas medidas de isolamento e restrição da atividade devem ser impostas para tentar controlar a doença.


Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o país ultrapassou a marca dos 130 mil mortos. Na Flórida, um dos estados mais afetados pela doença, medidas de isolamento que haviam sido relaxadas em maio voltaram a entrar em vigor.

Outro fator que puxa os mercados para baixo nesta manhã é o corte na projeção de crescimento feito pela União Europeia para a zona do euro. Segundo as novas estimativas, a queda na economia será de 8,7% - a estimativa anterior sugeria queda de 7,7%. Na região, a produção industrial da Alemanha, maior economia do bloco, cresceu abaixo das previsões, indo a 7,8% em abril.

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em baixa de cerca de 1%.


Na agenda de hoje temos no Brasil, os investidores monitoram hoje a votação da medida provisória 925, que prevê socorro ao setor aéreo, na Câmara.

O destaque na agenda internacional desta terça-feira são os pronunciamentos dos dirigentes do Federal Reserve e o relatório sobre empregos Jolts 11:00 nos Estados Unidos.



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